segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Insônia


 

Ai, meu poema de sombras,
Absorva o leite fresco de camas e fronhas.
(Paulo Sodré)



Súbito, entre um suspiro e o cadafalso do segredo,
o gancho sinuoso do seu nome
se escapa e sibila assoprado sobre a escarpa dos seios.


Anfíbio de dias e luas,
encilha silente a tropa dos desejos,
insones sobre uma poça ardente do saara.


Rasgando bandeiras e aras,
amamenta na ponta da foice a serpente febril,
comandando, comendo com os olhos
o bando das carnes todas em convulsão...

 

 

 

 



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