sábado, 15 de junho de 2013

IGREJA DE GRAÇA (parte 3)


Meus irmãos, o dízimo não é um dinheiro que se doa à Igreja, mas uma obrigação do fiel, assim como é obrigação andar conforme as leis divinas. Por isso é que não se diz que se deu, mas sim que se devolveu o dízimo. O dízimo mensal é a devolução de uma parte daquilo que o Senhor concedeu a nós e a nossa família para que sobrevivêssemos naquele período de tempo. Agora, se Deus o convida e você não atende, quem está perdendo é você, você já está atrasado. E esteja certo de que Deus não o incitaria a colaborar com a sua obra se não fosse garantir também os seus proventos futuros.

Uma outra dúvida que costuma surgir é com relação às primícias. Quando nós falamos aqui em primícias, estamos nos referindo ao modo certo de devolver o dízimo. Primícia vem do latim e significa o primeiro fruto. Quer dizer que assim que nós recebemos de Deus os nossos proventos, ou seja, o salário mensal, a primeira coisa que temos de fazer é devolver a parte dele. A obrigação maior de um fiel é com ele, as outras todas são secundárias. Agindo assim, o fiel não cai no laço do inimigo, que pode levá-lo a consumir a quantia que pertence a Deus, enfraquecendo-o perante a obra.

Por isso, devolva sem preocupação, irmão, devolva com o coração limpo. Não fique aflito, esteja certo de que Deus proverá. Ele não iria convidá-lo para o seu banquete para depois deixar que lhe faltasse. Em retribuição à infinita bondade do criador, você lhe será fiel respeitando as primícias. Não tenha medo de fazer o que é certo, porque assim que você agir nessa contribuição, a partir de então os seus caminhos vão ser tão iluminados que nada mais vai lhe faltar, pode ter certeza disso.
(continua...)

3 comentários:

  1. Andréia, acredito que só seja possível perceber a ironia do texto pelo título. Sem este, acho que o texto seria "recebido" sem se perceber a ironia!!!!

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  2. Sim, Vinícius, pelo título e pelo contexto. A ideia foi deslocar o discurso do seu lugar "natural", com o mínimo de "intervenção" possível, nessa ironia incômoda.

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